domingo, 6 de outubro de 2013

Alessandra, De Volta ao Olimpo da Morenidade

Essa simples narrativa enfocará a necessidade de mostrar ao mundo virtual, os meus dias de desconforto e insatisfação com os meus cabelos grisalhos, passando pelo processo cruel da "catarse loirística", para finalmente chegar ao "Olimpo da Morenidade".

Minha saga começou com um corte radical de cabelo; fui deixando ele ficar grisalho e amando a liberdade de não ter que pintar o cabelo por alguns meses; com o tempo, vi que cabelo branco dá mais trabalho do que tudo que já havia testado, fora o pequeno detalhe de ter envelhecido dez anos (no mínimo), mas mesmo assim, fui deixando.  

Faço minha primeira viagem para o Brasil (meu  povo assusta feio) e eu volto de cabelo devidamente pintado para Suíça (loiro escuro) e completamente convencida, ou melhor, persuadida de que a “volta às raízes” seria novamente parte integrante da minha rotina mensal.  Céus, e agora, qual a cor escolher para o futuro? Queria sair do tipo “cara sempre igual” e tinha chegado minha hora de revolucionar (acreditem, depois de enfrentar o desafio de ser grisalha, eu poderia tudo).

Ainda alguns detalhes para vocês se situarem melhor na historinha: minhas chances de ser loira estavam muito boas, inverno na suíça, pele bem mais clara do que no verão, astral legal e coragem era o que não me faltava - daí  mandei ver: TINTA LOIRA NA MORENA!

Nas primeiras semanas eu me achei meio esquisita, minha pele ficou amarelada, meus olhos cinzas, tudo ficou meio sem contraste (só os cabelos grisalhos ficaram de boa, pois com a tinta clara, mesmo depois de três semanas, mal apareciam).

Pois bem, achei que precisava só achar o tom de loiro certo para minha “alma morena” (ouvi mil dicas, testei tons variados: do tom de mel ao tom de fel,  mudei de shampoo, faz daqui, faz dali e nada), tudo dava no mesmo e o povo continuava dizendo: não pinta com uma cor mais escura, cuidado... tinta escura envelhece muito e depois vc vai ter que viver no retoque.  E eu sempre obedecendo e esperando o tom loiro encantado correto para minha “alma morena”.

Mas uma bela noite, depois de ler um trecho de um livro escrito por uma mulher inteligente, do bem, que sabe das coisas e dever ser vidente, o meu MOMENTO chegou, fui iluminada pelas seguintes frases:

...”Camila tinha exatamente o tom de loiro dos cabelos, entre tantos tons de loiro, que não era bonito. Assim como seus cabelos, sua pele era meio cinza, meio amarela”...

Putis, quando li isso, corri direto em direção ao espelho: a camila era eu. Fiquei mais assustada do que em filme de terror sem pipoca e pensei: amanhã bem cedinho vou pintar essa juba custe o que custar - e fui mesmo, com tudo.

Wow! Que glorioso foi no primeiro dia. Eu era EU de novo (só que mais feliz) porém, minha alegria inicial durou pouco: no dia seguinte, depois de lavar mais uma vez a cabeleira, virei a pantera cor de rosa com mechas alaranjadas... nunca isso tinha me acontecido (era esse loiro implacável voltando pra se vingar - pensei). E o pior de tudo, eu tinha um compromisso no mesmo dia. E agora, o que fazer?

Não teve jeito (sair de chapéu a noite no verão ia ser pior) resolvi encarar a tragédia e me arrumar um pouco melhor para disfarçar e acrescentei gel ao penteado - mas nada adiantava eu continuava parecida com a Emília do Sítio do Picapau Amarelo. 

Depois de ter sobrevivido a festa , no dia seguinte, ligo o computador e começo a pesquisar sobre as causas possíveis dessa mutação abrupta e quando já estava quase desistindo, vejo a última luz no fim do túnel piscando: fazer uma mistura de cores seria a atitude certa a tomar (pelo menos para poder sair de casa). Então, lá fui eu, com o couro cabeludo pedindo socorro tentar minha sorte para ser  absolvida daquele feitiço... e o final de tudo foi aprazível e harmonioso.

E hoje, depois de ter voltado a morenidade, feliz da vida e absolutamente convicta de ter encontrado minha nuance apropriada para o meu tom de pele (modéstia a parte), venho aqui contar essa historinha para rir um pouquinho de mim mesma (melhor terapia do mundo) e constatar mais uma vez, que o que importa é se sentir bem na própria pele (deixo o loiro para quem ama). Outra coisa que eu decidi, foi deixar meus cachos soltos, cheios e livres de todo aquele ritual inacabável (como estava com saudade deles “sem surra”, chapinha, relaxamento, escovação). QUE DESCANSO!!!

E salve os novos tons de coloração castanhos!
P.S. O nome do Livro é Só o Póescrito por Claudia Grechi Steiner.
Só o pó foi o primeiro livro a usar o Facebook como plataforma de publicação explorando seus recursos com textos, fotos e vídeos. As três primeiras temporadas tratam do reencontro, pelo Facebook, de quatro grandes amigos nos anos 80 que trabalharam juntos no início da Internet no Brasil. Três jornalistas e um designer.Camila virou a diretora do "Portal". Chris foi durante muito tempo um famoso repórter gonzo, decadente, vive com o pai numa praia do Rio Grande do Sul. Pati casou, mudou-se para a Alemanha e teve três filhos homens. Sem conseguir continuar com a carreira de jornalista, virou dona de casa frustrada. Dani, que era webmaster nos anos 90, é agora artista plástico.
Fonte:iTunes

Imagem: Google



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Alcazar dos Reis Cristãos / Córdoba


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O Nome já diz tudo: Porta del Puente (((MAGNÍFICA)))
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Ponte Romana, belíssima em todos os sentidos e ao anoitecer, ainda mais!
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E se você pensou que em um único dia poderia visitar tudo em Córdoba, dê uma olhadinha nas fotos que seguem:
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Sou completamente fascinada pela herança cultural de povos antigos: pontes, portas, ruínas… isso me envolve de tal maneira, que esqueço tudo ao meu redor quando começo a fotograr.
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O meu segundo dia em Córdoba no Alcazar foi tão maravilhoso, que decidi ficar mais tempo nos Jardins depois da visita.
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Registrar preciosos momentos de viagem é como “ajoelhar-se” ao belo e deixar ser invadida pela eterno. Ao admirar, você começa a compactuar com a essência do que vê, ou melhor, daquilo que está vivendo.
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E depois de tantas “inspeções”, a única coisa que me veio à mente foi procurar um lugar fresco e colocar os pés pra cima:
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Provando isso aqui:
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Salmorejo (Sopa de tomates fria) simplesmente deliciosa!!!
Tapas diversas: Chouriço e Guizado frio de carne, com bastante molho de tomate (vi o que os outros estavam pedindo e fui na onda).
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Restaurante La Cávea
Plaza de Jeronimo Paez - Córdoba