sábado, 29 de setembro de 2012

Rijeka Croácia

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”. Amyr Klink


Rijka é a terceira maior cidade do país, aonde está localizado o maior porto da Croácia. Reservei um dia inteiro para minha visita.

Os café e restaurantes, continuavam vazios... talvez a crise econômica européia, talvez o tempo nublado, talvez, talvez, talvez... 


A cidade suspira um carácter meio interrogativo. Foi difícil decifrar o que estaria atrás das novas fachadas metálicas dos prédios modernos, que aos poucos vão se integrando a arquitetura local já existente. 


Há uma grande necessidade de expressão, relatos são feitos com pincel e tintas em seu muros altos, polidos, alinhados. Seria esse ato um grito de identidade??? Embora sua população seja mais de 80% de origem croata, sua alma continua sendo italiana, e isso, seria impossível negar. Talvez uma cidade italiana, perdida no mar adriático a procura também de suas raízes??? Talvez, talvez, talvez...


Emfim, no meio da feira central da cidade, perdida entre sons estranhos e imagens coloridas, comecei a achar minhas respostas:  a Croátia nunca foi, ela continua a ser um hibrismo em conjunto:  Francos, Hungaros, Habsburgos, italianos, até se tornar "Croata" novamente, não deixando de ser "ainda" uma cidade Iuguslava - diga-se de passagem. Seria muito pedir um coletivo forte, uma unidade total imediatamente, sem piedade - cruel, muito cruel, seria.


E mais uma vez, para dizer que não falei das flores, depois de uma longa e exaustiva caminhada a procura de àrvores, parques, verde... fui gratificada por essa pequena praça.

"Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso".
Caetano Veloso

Nada poderia expressar melhor o meu estranhamento com relação a Croátia, do que essa música do Caetano. Tudo parecia ser tão perto para ser tão estranho -Itália- , tudo parecia ser tão rico - arquitetura, culinária-  para ser tão simples. 

E salve o mergulho no desconhecido!!!





Park Plaza Histria em Pula

Vista da varanda do meu quarto - todos os dias, com raríssimas exceções, amanheceu assim.


Viajar pela Europa em setembro, tem mil vantagens para mim; mas a maior delas, é que a a àgua do mar foi gentilmente aquecida pelo sol durante o verão inteirinho :-)

Não troco nunca essa maravilha por uma piscina de hotel :-)

Já falei aqui algumas vezes, que adoro nadar e claro, quando estou de f'érias faço o possível para ficar em hotéis que me permitam desfrutar desse prazer.

Quase delirei quando vi as marcações: infinitas.

Adorei as praias do hotel - achei selvagem.



E para qualquer eventualidade, quando venta muito, ou não dá mesmo para nadar no mar, vejo quantas piscinas tem o hotel e qual o tamanho antes de escolher o mesmo. 


Essas duas me convenceram - apesar de não ter precisado de usar nenhuma delas.
Aleluia!!!

 Tinha também uma piscina coberta dentro do hotel 



Caso alguém se interesse:
Achei os preços ótimos e a localização excelente. 
Confiram clicando no site do hotel.










sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Receitas com Pimentões Light-Express


Inspirada no Ajvar, comecei a criar algumas receitas com pimentões.

Estava morrendo de vontade de comer aquele prato do chinês: "doce-azedo" e como já tinha cozinhado os pimentões - tipo um refogado simples - para fazer uma sopa fria com iogurte, resolvi ariscar. Misturei um pouco de vinagre de framboesa, uma pitada de stévia, peperoncino e voilá! Saciei a minha vontade :-)

Sopa fria de pimentão com iogurte ou queijo quark magro

Essa sopa ficou ótima! Na finalização, antes de servir, usei sementes de baunilha e salpiquei aneto. Caso não se importe com as calorias, adicione com uma colher de creme de leite, ou crème fraîche.

Refogado de quinoa com abobrinha verde e pimentão maduro, servido com mousse de maçã.
Receita Super rápida de preparar e deliciosa!

Entrecôte, servido com pimentao verde, abobrinha e tomates San-Marzo.
Verduras assadas no forno - 180° / 25 minutos.
Tempero: oregáno, alecrim, majericão, azeite.

Caso você queira um acompanhamento menos light, sugiro batatas cozidas no vapor e crème frâiche misturado com ervas, ou somente cebolinha verde.

Sopa fria de morango, melão, laranja, grapefruit e mel. Antes de servir, adicione uma colher de aveia e sementes de baunilha. D.I.V.I.N.A!!!

Meu top-drink da semana: banana, grapefruit e laranja-sangue.

Salada com as folhas de dentro do alface e pesto de ervas com balsâmico 

E viva os pimentões!!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Porec & Rovinj Ístria/Croácia

Porec é uma cidade gostosa de visitar. Embora a praça central não tenha muito atrativos, o espaço livre entre as construções tem lá suas vantagens :-)

No primeiro momento fiquei meio perdida... Saí a procura do "passado histório" e achei que tinha errado de cidade.

Fui caminhando pela pequena zona portuária, e quando estava quase esquecendo as ruínas...

Atenção!!!

O tesouro foi sendo apresentado... cheguei finalmente ao meu alvo, o Templo Romano. Antes de sair de lá, levei um susto enorme: alguém trancou o portão principal - gritar ou pular o muro, foi o pensei na hora - mas para minha sorte, tinha dois portões, apesar de não ter visto o outro a princípio. 

 
Um dos motivos que me levaram a ir para Ístria, foi que, algumas ilhas do Adriático fizeram parte da Sereníssima República de Veneza. A história de Veneza é fascinante e complexa; embora nada tenha me encantado mais, do que a arquitetura daquela cidade.  Enfim, fui conferir o "passado veneziano" na arquitetura da Ístria e ver quais as influências ainda se faziam presentes. Prestem atenção no calçamento dessa rua. Para época, isso era um símbolo de grande poder econômico. Vi o mesmo calçamento na ilha de Corfu, na Grécia - devido a sua localização privilegiada, Corfu sempre foi muito disputada e pertenceu por um tempo também a Veneza. Eu sou do tipo que viaja na viagem, literalmente - adoro testemunhar, investigar, contemplar ou elogiar aquilo que me chama a atenção.

Veneza ou Porec???
 
Lembram que falei do café maravilhoso, no meu primeiro post sobre Pula?
Mais uma influência cultural veneziana. Pena que na culinária, isso não virou regra geral ;-(
 
***
Rovinj

 
Para visitar Rovinj, levei mais tempo do que em Porec. 

Embora a cidade seja super turística, pude ter bem mais contato com os locais do que em Porec. Descobri uma feira maravilhosa, e fiquei um bom tempo por lá observando as pessoas.


Observem novamente o "leãozinho" em uma das portas princípais da cidade - eu sei, eu sei, eu sei... venho falando dele, desde a minha última viagem para Itália, Verona, Vicenza, Pádua, Veneza, sempre o Leãozinho :-) 
 
 

Epa! Esqueci novamente: olha ele aqui outra vez.
 Adoro essas "marcas/memórias" que nos são apresentadas através de emblemas culturais.
É sério, verdade! Vocês ainda duvidam?


O Porto de Rovinj é tão organizada, que acabou perdendo um pouco do charme.

Gosto de uma baguncinha portuária... acho mais divertido.

 
Aguardem mais cenas dos próximos capítulos, ou quem sabe, dos próximos "leões".
Bok!